História da Irlanda para Crianças: Uma Aventura de Viagem no Tempo Através do Passado da Irlanda
Prepare as malas e ligue a máquina do tempo — vamos para a Irlanda! Esta ilha verdejante na extremidade da Europa tem uma história repleta de mistério, bravura e invenções incríveis. Desde os construtores da Idade da Pedra que alinhavam seus túmulos com as estrelas até os guerreiros que navegavam em drakkar por mares tempestuosos, cada capítulo da história da Irlanda se lê como um romance de aventura. Ao longo do caminho, você aprenderá fatos históricos irlandeses e descobrirá o porquê de tantos irlandeses. aprender a língua irlandesa Conecta você a milhares de anos de cultura. Preparado? Vamos lá!
Celtas e druidas da antiguidade (por volta de 500 a.C.)
Nossa primeira parada é a Irlanda Celta, há aproximadamente 2,500 anos. Os celtas atravessaram a fronteira da Europa continental e se estabeleceram por toda a ilha, organizando-se em dezenas de pequenos reinos chamados tuatha (TOO-ah-ha), cada um governado por um rí (ree), que significa rei. Os artistas celtas criaram deslumbrantes desenhos em espiral em ouro e bronze — você ainda pode ver o trabalho deles em artefatos no Museu Nacional da Irlanda. Mas as figuras mais misteriosas da Irlanda celta eram os druidas. Os druidas serviam como sacerdotes, curandeiros, astrônomos e juízes, tudo ao mesmo tempo. Eles memorizavam enormes quantidades de conhecimento porque acreditavam que a sabedoria sagrada nunca deveria ser escrita. Mesmo antes da chegada dos celtas, povos antigos construíram Newgrange por volta de 3200 a.C. — um túmulo de corredor no Condado de Meath, mais antigo que a Grande Pirâmide do Egito. No solstício de inverno, em dezembro, um raio de sol penetra por uma estreita abertura no teto e inunda a câmara interna por exatamente 17 minutos. Os construtores precisavam entender de astronomia para conseguir isso!
Vikings na Irlanda — Dublin era uma cidade viking! (795–1014 d.C.)
Avançando para 795 d.C., os navios vikings apareceram na costa irlandesa. Invasores vikings da Noruega e da Dinamarca atacavam mosteiros em busca de cálices de ouro e capas de livros cravejadas de joias. Mas os vikings não se limitavam a roubar e ir embora. Eles estabeleceram entrepostos comerciais que se transformaram nas primeiras cidades da Irlanda: Dublin, Waterford, Wexford, Cork e Limerick. O nome "Dublin" vem, na verdade, das palavras irlandesas. dubh linn (duv lin), que significa "lago negro", em referência a um lago escuro de maré onde os navios vikings ancoravam. Por mais de 200 anos, as culturas nórdica e irlandesa se misturaram — comercializaram, casaram-se entre si e até mesmo adotaram palavras emprestadas dos idiomas um do outro. A era viking na Irlanda terminou dramaticamente na Batalha de Clontarf, em 1014, quando o Grande Rei Brian Boru (Brian Bóroimhe) derrotou uma aliança viking. Brian Boru ainda é celebrado como um dos maiores heróis da Irlanda, mesmo tendo sido morto no dia de sua própria vitória.
Castelos, Grandes Reis e o Livro de Kells (séculos V-XII)
Os Grandes Reis da Irlanda governavam a partir da Colina de Tara (Cabelo de equipeKells (pronuncia-se "CHOW-ir") no Condado de Meath — um local sagrado onde reis eram coroados durante séculos. Abaixo do Grande Rei, dezenas de reis menores controlavam seus próprios territórios, de modo que a Irlanda era um mosaico de pequenos reinos que constantemente formavam alianças e rivalidades. Enquanto isso, monges irlandeses faziam algo extraordinário. Em scriptoriums iluminados por velas, eles criaram o Livro de Kells por volta de 800 d.C. — uma cópia ricamente decorada dos quatro Evangelhos, agora guardada no Trinity College Dublin. Cada página transborda com animais entrelaçados, espirais e cores tão vívidas que ainda brilham após 1,200 anos. Quando os normandos chegaram da Inglaterra em 1169, trouxeram um novo tipo de construção: o castelo de pedra. O Castelo de Trim, no Condado de Meath, construído na década de 1170, é o maior castelo normando da Irlanda e foi até usado como locação para o filme Braveheart.
São Patrício e a Difusão do Cristianismo (Século V d.C.)
Um dos nomes mais famosos da história irlandesa é Naomh Pádraig — São Patrício. Nascido na Grã-Bretanha romana por volta de 385 d.C., Patrício foi sequestrado aos 16 anos por invasores irlandeses e passou seis anos pastoreando ovelhas na montanha Slemish, no condado de Antrim. Depois de escapar e retornar à Grã-Bretanha, sentiu-se chamado a voltar e levar o cristianismo à Irlanda. Segundo a lenda, ele usou o trevo de três folhas (seamrógA missão de São Patrício (pronuncia-se "Sham-rohg") para explicar a Santíssima Trindade ao povo irlandês transformou a ilha. Mosteiros surgiram por toda parte, tornando a Irlanda um centro de aprendizado enquanto grande parte da Europa lutava para sobreviver ao início da Idade Média. Monges irlandeses como Colmcille (também chamado Columba) levaram seu conhecimento para o exterior, fundando mosteiros famosos em Iona, na Escócia, e Bobbio, na Itália. Os historiadores costumam chamar esse período de "Era de Ouro" da fé e do conhecimento na Irlanda.
A língua irlandesa ao longo da história.
A língua irlandesa — Gaeilge O irlandês (pronuncia-se GALE-geh) é uma das línguas vivas mais antigas da Europa, com raízes que remontam a mais de 2,000 anos. Os primeiros registros escritos em irlandês aparecem em inscrições em Ogham (pronuncia-se OH-am), um alfabeto semelhante a um código, esculpido em entalhes nas bordas de pedras eretas por volta do século IV. Após a chegada do cristianismo, monges adaptaram o alfabeto latino para o irlandês e produziram obras-primas como o Livro de Kells. Durante séculos, o irlandês foi a língua do dia a dia da maioria das pessoas na ilha. O domínio inglês gradualmente relegou o irlandês a um segundo plano, especialmente após leis do século XIV (os Estatutos de Kilkenny) tentarem proibi-lo. Hoje, o irlandês é uma língua oficial da Irlanda e é ensinado em todas as escolas. Existem regiões especiais de língua irlandesa chamadas de Gaeltacht (GALE-tokht) mantêm a língua viva no dia a dia, e milhares de crianças ao redor do mundo agora a falam. Aprenda irlandês online através do Dinolingo.
A Grande Fome - An Gorta Mór (1845-1852)
Um dos capítulos mais tristes da história da Irlanda é a Grande Fome, conhecida em irlandês como An Gorta Mór (pronuncia-se "pronuncia-se GUR-tah more"), que significa "a grande fome". Na década de 1840, milhões de famílias irlandesas dependiam da batata como principal fonte de alimento. Quando uma doença chamada requeima destruiu a safra de batatas ano após ano, a partir de 1845, os resultados foram devastadores. Cerca de um milhão de pessoas morreram de fome e doenças, e pelo menos outro milhão deixou a Irlanda em navios superlotados rumo à América, Canadá, Austrália e Grã-Bretanha. A população da Irlanda caiu de cerca de 8 milhões para pouco mais de 6 milhões em apenas sete anos. A fome mudou a Irlanda para sempre — dispersou as comunidades irlandesas pelo mundo e alimentou um profundo desejo de autogoverno. Os memoriais da fome em Dublin, Nova York e outras cidades nos lembram deste importante capítulo para que ele jamais seja esquecido.
Independência e Irlanda Moderna (1916–Hoje)
A luta pela independência da Irlanda atingiu um ponto de virada durante a Revolta da Páscoa de 1916, quando rebeldes tomaram prédios importantes em Dublin, incluindo a sede dos Correios na Rua O'Connell, e declararam a República da Irlanda. Embora as forças britânicas tenham derrotado a revolta em uma semana, a execução de seus líderes mudou drasticamente a opinião pública a favor da liberdade. A Guerra da Independência da Irlanda ocorreu entre 1919 e 1921, liderada por figuras como Michael Collins. Em 1922, foi estabelecido o Estado Livre Irlandês e, em 1949, a Irlanda tornou-se oficialmente uma república — Poblacht na hÉireann (PUB-lokht nah HAIR-uhn). Hoje, a Irlanda é um país vibrante e moderno, com um setor tecnológico em expansão (muitas empresas globais de tecnologia têm suas sedes europeias em Dublin), uma rica tradição literária que produziu escritores como W.B. Yeats e Oscar Wilde, e uma reputação mundial por sua música tradicional e calorosa hospitalidade.
Cronologia: Datas importantes na história da Irlanda
- ~3200 a.C. — O túmulo de passagem de Newgrange foi construído no Condado de Meath
- ~500 a.C. — Tribos celtas se estabelecem por toda a Irlanda, trazendo o gaélico.
- ~400 d.C. — Surgem inscrições em pedra Ogham — os primeiros registros escritos em irlandês
- 432 AD — São Patrício inicia sua missão de difundir o cristianismo.
- ~800 d.C. — Monges criam o Livro de Kells
- 795 AD — Os primeiros ataques vikings atingem a costa irlandesa
- 1014 — Brian Boru derrota os Vikings na Batalha de Clontarf
- 1169 — Começa a invasão normanda; castelos de pedra surgem por toda a Irlanda
- 1845-1852 — A Grande Fome (An Gorta Mór) devasta o país
- 1916 — A Revolta da Páscoa em Dublin desencadeia o movimento pela independência
- 1922 — O Estado Livre Irlandês é estabelecido.
- 1949 — A Irlanda torna-se oficialmente uma república
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